Há exatos 22 anos o mundo perdia a alegria e o sarcasmo de José Abelardo Barbosa de Medeiros, o “Chacrinha”, radialista e apresentador de TV. Por oportuno, e em analogia à sua célebre frase “Eu vim pra confundir, não pra explicar”, vim deixar um sincero “oi” agregado aos sinceros votos de um ótimo final de semana regido por positivas vibrações.
Parafraseei Chacrinha pelo fato de entender, e crer ser este o seu entendimento e razão inspiradora de tão coerente frase, quando ainda em vida, que a existência é muito simples e que portanto, devemos complicá-la um pouco mais, o que indubitavelmente fazemos.
O problema é que a sociedade imputou na mente dos seres que a complicação deve ser global e massificada, à exemplo da estatização burocrática existente, e não individual, dadas as características indissociáveis de cada ser. Cria-se assim o “Caos” coletivo.
Creio que a crise da existência humana, que perde suas características individuais, em favor de uma massificação mais cômoda, existe por ser dogmatizadora do pensamento.
Quando na verdade o caos é uma ordem a decifrar e o caminho para tal reside em cada um. Basta conhecer-se a si e agir em concordância com suas perspectivas e individuais pensamentos.
Da mesma forma como claramente foi exposto por Arthur Schopenhauer, quando este discorria sobre o amor, hoje inexplicável pelas atuais diretrizes sociais, que disse “o amor é o que o amor faz”, você é o que você faz racionalmente. Já que suas ações são norteadas por seus pensamentos e conjecturas, embora muitas vezes você mesmo as desconheça.
Se queres uma cômoda existência deves te manter dentro da massificação dogmatizadora dos pensamentos, que escraviza e perpetua a insignificância dos seres humanos. Estarás fadado a escravidão.
Mas se queres ser dono e regente de tua existência, exerça sua força através da contestação, sob a qual não pairam dúvidas quando a “verdade”, a qual todos os dogmas e religiões pregam deter a propriedade e que portanto não admitem contestações, e pelas quais profetizam divinos castigos a quem as faça, vem à tona.
Edificas tua existência sob a contestação e a verdade, embora creia existir um eterno paradoxo sobre esta última, por razões neste texto já expressas, e terás uma existência livre de qualquer domínio. Serás senhor de tu mesmo. Será um Deus cuja consciência não permite contestações por outrem. Terás tua Razão.

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