Chega a ser irônico esse jargão de “país do futebol” após a leitura de matéria publicada na Revista VEJA. A matéria discorria acerca da possibilidade de um “Plano B” a ser adotado pela FIFA, caso o nosso país não consiga reverter a situação na qual se encontra. Isto porque, apesar do anúncio da escolha do Brasil como sede da Copa 2014 ter acorrido a cerca de trinta meses, até o presente momento, e isso é inacreditável, nenhuma obra foi iniciada. Nenhum tapume foi erguido!
Estranha perceber que até o presente momento nenhum prazo racional foi cumprido. A FIFA não poderia agir de outra forma, a não ser pressionando o “país do futebol” para que medidas urgentes sejam tomadas, a fim de evitar o “maior fiasco” da história futebolística do mundo ao transferir o mundial de 2014 para a Inglaterra.
Porém o problema tem dimensões ainda mais preocupantes, dado os motivos escusos e a impunidade escondida por trás de tudo isso.
O fato de restarem cerca de cinqüenta meses até o próximo mundial de futebol, nos leva a prever um futuro bastante prejudicial e oneroso para o povo desse país. Isto porque, é consenso entre os brasileiros o fato de pagar pacientemente a conta final e exorbitante proveniente das ingerências dos responsáveis pela execução de obras públicas.
Somos passivos ao ponto de perceber as já “habituais” manobras de nossos homens públicos, em prol dos empresários e empreiteiros beneficiados pelos contratos em regime de urgência, muito acima dos valores normais, para a entrega em tempo “hábil” das obras em questão.
São manobras há muito conhecidas e que a impunidade, reinante nesse país, não os obriga a tentarem ao menos esconder da opinião pública as suas “safadezas”.
Não posso negar o orgulho velado, embora o futebol não seja uma de minhas paixões, desse título de “país do futebol”, mas em observância a situação que acima mencionei, prefiro gastar menos comprando uma TV LCD FULL HD de não sei quantas polegadas, e assistir a próxima Copa direto da Inglaterra, do que assistir ao saque do dinheiro público, em favor de uns poucos, para financiar a Copa no “país do futebol”.

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